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FAPESP anuncia série de ações para estimular a criação de startups em São Paulo
A FAPESP anunciou um novo conjunto de iniciativas voltadas a estimular a criação e o crescimento de startups de base científica e tecnológica no estado. O objetivo é fortalecer o ecossistema de inovação paulista e acelerar a transformação de pesquisas acadêmicas em novos negócios de alto impacto — especialmente as chamadas deeptechs, empresas que nascem a partir de avanços científicos.
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As ações fazem parte do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), iniciativa da fundação criada para financiar projetos de pesquisa e desenvolvimento dentro de pequenas empresas inovadoras.
Nova trilha para startups científicas
Entre as principais novidades está o lançamento do PIPE Jornada Tecnológica, que pretende funcionar como uma porta de entrada para empresas em estágio inicial desenvolverem soluções baseadas em ciência e tecnologia. A proposta é apoiar projetos em diferentes níveis de maturidade tecnológica, conectando pesquisadores, empreendedores e o mercado.
A primeira chamada do programa tem foco no agronegócio, sistemas alimentares e bioeconomia, e deve apoiar pesquisas voltadas ao desenvolvimento de produtos ou processos inovadores. Entre os temas prioritários estão:
agricultura de precisão e digitalização no campo
bioprodutos e bioinsumos
proteínas alternativas e novos sistemas alimentares
biotecnologia agrícola e fitossanidade
economia circular e reaproveitamento de resíduos agroindustriais
Os projetos selecionados poderão receber até R$ 500 mil em recursos na fase inicial, destinada à validação científica e tecnológica das soluções propostas.
Edição anual 2025 do relatório Ecossistema de Inovação Aberta e CVC no Brasil
Já está no ar a edição anual 2025 do relatório Ecossistema de Inovação Aberta e CVC no Brasil, produzido pela Sling Hub e com apoio da ABCVC. O consolidado de 2025 registra US$ 4,5B investidos em startups brasileiras, em 459 rodadas. Dentro desse total, rodadas com participação corporativa somaram US$ 2,06B (46%), concentradas em 48 rodadas (10%) — sinal de alocação corporativa em menos operações e de maior ticket. Na comparação com 2024, a retração foi mais forte na atividade do que no volume: -22% em rodadas e -13% em volume, com 367 investidores em 2025.
Chamadas estratégicas para setores-chave
Além do agronegócio, a FAPESP também planeja lançar novas chamadas temáticas voltadas a setores considerados estratégicos para o futuro da economia. Entre eles estão:
saúde, com foco em biofármacos e medicina de precisão
soberania digital, incluindo inteligência artificial e computação quântica
transição energética, com pesquisas sobre hidrogênio verde e descarbonização
educação, com tecnologias assistivas e análise de dados educacionais
Conexão entre ciência, mercado e inovação
Outra frente da iniciativa envolve o credenciamento de ambientes de inovação, como incubadoras e centros de empreendedorismo tecnológico, que poderão apoiar startups beneficiadas pelo PIPE. A proposta é aproximar universidades, institutos de pesquisa e empresas, reduzindo a distância entre produção científica e aplicação comercial.
Segundo a fundação, a estratégia busca criar uma trajetória estruturada para empresas nascentes: da pesquisa inicial até a consolidação no mercado. O objetivo é que as startups consigam evoluir com apoio público nas fases iniciais e, posteriormente, atrair investimento privado e escalar suas tecnologias.
Um motor para deeptechs no Brasil
Com mais de duas décadas de existência, o programa PIPE já apoiou milhares de projetos inovadores e desempenha papel relevante na formação de startups científicas no Brasil. A nova série de iniciativas reforça o papel de São Paulo como um dos principais polos de inovação da América Latina, ampliando as oportunidades para pesquisadores transformarem conhecimento em negócios tecnológicos.


